O dia 1º de outubro pode marcar o início de uma greve nos principais portos da costa leste e do golfo dos Estados Unidos, caso não seja alcançado um acordo entre a International Longshoremen’s Association (ILA) e a United States Maritime Alliance (USMX). As negociações, focadas em questões como salários e automação, têm gerado grande incerteza para as empresas que dependem dessas operações portuárias.
Muitos portos da costa leste da América do Norte já enfrentam dificuldades para lidar com serviços fora de horário, principalmente devido a desvios pelo Cabo da Boa Esperança e às condições climáticas severas no sul da África.
A paralisação das atividades portuárias pode ter um impacto significativo nas operações logísticas do último trimestre do ano. Segundo analistas do setor, até mesmo uma interrupção curta pode gerar semanas de atrasos, afetando a disponibilidade de contêineres e as rotas de distribuição. Empresas de logística já estão avaliando rotas alternativas e ajustando seus cronogramas para reduzir as consequências dessa possível greve.